24 horas em Montevideo - Rolê na América
Rolê na América

24 horas em Montevideo

A charmosa capital uruguaia! Estávamos animados pra conhecer uma cidade histórica e culturalmente rica, e que aparentava ser bem diferente do que havíamos conhecido nos dias anteriores. Havíamos lido muitas coisas legais sobre ela, mas existia um problema: não estávamos encontrando campings por lá.

Ainda em Punta, perguntamos também para várias pessoas, mas sem sucesso. Diziam que não havia mesmo. Olhamos o app iOverlander, onde viajantes marcam locais nos quais já pernoitaram, e vimos que alguns pontos pareciam promissores. Locais improvisados, na rua mesmo, porém aparentando algum nível de segurança. Era o jeito!

Para lá rumamos, portanto. O objetivo inicial era achar um lugar seguro para estacionar o trailer. E era a primeira vez que partíamos para uma cidade nova sem local definido pra deixar nossa casa. Logo que entramos em Montevideo, percebemos que essa tarefa exigiria paciência. Motivo: o trânsito.

Pra começar, não há grande apreço pelo uso do pisca. E não há placas de “Pare” em vários cruzamentos. E a sinalização é confusa. E os carros são muitos. Mas, de alguma curiosa forma, aparentemente todos se entendem. Os carros simplesmente parecem fluir, escorrer pelas ruas, um passando na frente do outro, movendo-se constantemente, mas sem maiores consequências para todos os envolvidos. E o mais impressionante: em silêncio. Uruguaios não usam a buzina.

Mas, por fim, encontramos até com certa facilidade um belo canto: o estacionamento de uma Marina, numa localidade chamada “Puerto Buceo”. Havia uma guarita com vigilante 24 horas. Fui até lá, fiz contado com o vigilante que foi super simpático e receptivo, e nos disse para ficarmos tranquilos. Ufa!

Nossa casa em Montevideo tinha segurança 24h e vista pra orla

Estacionamos o trailer, fechamos bem e partimos para explorar a cidade com nosso carro. Como estávamos no modo free camping do improviso, decidimos tentar explorar o máximo no menor espaço de tempo possível, pra não precisar passar vários dias pernoitando sem estrutura.

Primeira parada: almoço no Mercado del Puerto! No caminho até lá, seguimos pela orla, absorvendo aquela nova paisagem. Vimos o Faro, as praças e parques, as pessoas sentadas nos banquinhos. Deixamos o carro num estacionamento e seguimos à pé.

Chegando no Mercado, nos permitimos mais uma refeição fora: um belo pedaço de vacio com papas. Valeu cada peso. Sim, a carne uruguaia é tudo isso que dizem! Vale super a pena. Depois do Mercado, saímos para caminhar pela Ciudade Veja.

E que cidade, gente! Ficamos apaixonados. Ela tem o encanto que as antigas capitais tem – as belas construções históricas, monumentos, museus para todos os lados (a maioria gratuitos); e, ao mesmo tempo, um ritmo e um clima de cidade litorânea tranquila, que essas capitais geralmente perderam… Essa mistura nos arrebatou os corações.

Visitamos a Plaza da Independência, com sua bela estátua em homenagem ao General Artigas (aliás, há homenagens a ele por toda parte); os Museos Histórico Nacional (fomos em duas Casas: de Rivera e de Montero) e o Museo e Archivo Histórico Municipal, conhecido como Cabildo; passamos pelas Plazas Constituición e Zabala. Enfim, curtimos as ruas arborizadas, limpas, com seus super bem conservados edifícios históricos e charmosas ruazinhas com cafés na calçada.

Nós e o General Artigas na belíssima Plaza Independencia

À noite, cansado e satisfeitos, voltamos para nossa casa e ainda sentamos nas pedras, olhando as ondas e curtindo a vista do quintal. A noite de sono foi tranquila, mas no dia seguinte era hora de partir – já com vontade de voltar!

  • Karin Schmidlin

    Que massa! Essa cidade é linda tb! Um pouco grande mais linda

  • Eduardo Pimentel

    Que demais!!! Uma curiosidade, quando vocês saem sem o trailer, ele fica “ancorado”? Hehehe não sei como seria o termo, mas algo que prenda ele é só vocês consigam tirar dali, sabe como?

    • Nikolas Pacheco Müller

      Olá! Ele tem freio de mão (pra não correr) e, no local onde se engata o reboque, um cadeado que deixamos sempre fechado. Não tem como engatar ele sem soltar aquele cadeado. Também temos com a gente correntes, caso seja necessário deixar ele parado por mais tempo com mais segurança, mas até o momento não foi preciso. 🙂

      • Eduardo Pimentel

        Boa, Niko!!! Bem massa!! 🙂