a mudança - Rolê na América
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a mudança

Já tem quase dois meses desde que escrevi este texto falando sobre nossa lista de coisas para resolver. O nosso sumiço se deve a isso: nossos últimos dois meses foram uma saga pra resolver pendências!

Não que as pendências tenham acabado. Mas resolvemos uma das grandes: a mudança. Quem nos acompanha no Instagram viu que nos mudamos tem pouco mais de um mês.

Como eu tinha comentado antes, nós estávamos morando num apartamento caro, que vinha sugando uma parte importante da nossa renda mensal. Do outro lado, os gastos com a viagem só se mostram maiores cada vez que fazemos as contas e, na verdade, são gastos que não podem ser cortados (a sobrevivência na viagem em si, seguros de carro/trailer/saúde, uma reserva para quando voltarmos de viagem desempregados e sem lar…). Nós já iremos operando no limite, na verdade.

Então, estávamos só esperando terminar o primeiro ano de contrato do apartamento antigo para podermos sair de lá sem pagar multa. O contrato terminou em setembro. Foi dada a largada pra corrida maluca!

Então, nos dividimos: eu comecei a procurar o novo lar, o Nikolas começou a agilizar a saída do lar atual. Anunciamos os móveis todos no OLX e tínhamos de vender eles a tempo.

Depois de muito fuçar e pesquisar, encontrei uma kitinet daquelas planejadas para estudantes, perto da Universidade daqui, com dois cômodos (um deles é o banheiro, o outro é sala-cozinha-quarto tudojunto). No valor, tudo incluso: água, luz e internet. Perfeito! Liguei, viemos vê-la no dia seguinte, acertamos tudo já no final daquela semana.

Durante a conversa, oferecemos nossos móveis para o dono da kitinet, já que ele estava construindo outras. Após breve negociação, ele topou, e os móveis novinhos que estávamos tentando vender entraram no negócio da nova moradia na forma de um desconto mensal no aluguel. Excelente.

Ao mesmo tempo, enquanto esses acertos ali do parágrafo acima aconteciam, Nikolas foi até a imobiliária para dar o aviso de que sairíamos do apartamento e saber dos procedimentos. Surpresinha: a imobiliária queria cobrar SÓ mil e duzentos reais para limpar e pintar o apartamento.

Mas neeeemmmmm a pau! Nessa fase de tentar guardar cada centavo que sobra? Desembolsar isso tudo? Não mesmo!

Conversamos e decidimos que iríamos resolver isso nós dois mesmo. Meu avô já tinha trabalhado como pintor e eu havia ajudado ele algumas vezes, então tinha alguma noção prática. Nikolas pesquisou coisas na internet. Compramos o material necessário (tintas, pincéis, rolos, lixa, etc.).

A mudança do apê para a kit foi feita toda num final  de semana, na correria e no improviso mesmo, sem faxina de entrada no novo lar, que não dava tempo, e debaixo de chuva. Esvaziado o apartamento antigo, era hora de começar a arrumação pra entregar ele.

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Passamos o final de semana seguinte à mudança inteiro no antigo apartamento, trabalhando. Não demos conta de terminar. Passamos a ir durante a semana, depois do trabalho. Foram quase duas semanas indo depois do trabalho direto para o apartamento todos os dias. Chegando em casa (na nova casa!) tarde, passando das 23h. Fizeram a vistoria, pediram ajustes. Lá fomos nós de novo. Mas depois de toda essa novela, finalmente conseguimos entregar a chave.

Só nesse último final de semana, um mês depois da mudança, é que nós conseguimos parar pra faxinar a casa nova, organizar nossas coisas, pendurar nosso mapa da América do Sul na parede. Agora sim.