a saga do trailer - parte 2 - Rolê na América
Rolê na América

a saga do trailer – parte 2

Depois de decidirmos que, sim, queríamos um trailer e tentaríamos mesmo comprar um, começamos a pesquisar trailers disponíveis para venda. No Olx, Mercado Livre, enfim… E a ligar para os vendedores para conversar sobre o assunto. Também começamos a pesquisar fabricantes de trailers, ligar nessas empresas, fazer cotações de trailers novos.

Ao mesmo tempo, fizemos uma lista de características que nosso trailer precisava ter. Dentre elas, coisas do tipo: ser pequeno, até 3,60, para que fosse prático; que tivesse uma cama de casal fixa, pra não precisarmos montar e desmontar toda noite; definimos um tamanho mínimo para caixa de detritos e para armazenamento de água, etc.

No meio destas pesquisas, descobrimos a Apolo Trailer, em Campo Alegre, avaliamos os modelos deles e decidimos que o ideal pra gente era o modelo Young. Fizemos várias cotações avaliando todos os opcionais e por fim fomos visitar a fábrica pessoalmente.

Ficamos impressionados com a organização, a competência, a atenção que nos deram, a confiança que nos passaram e as dúvidas todas que sanaram. Deixamos a fábrica certos de que encomendaríamos um trailer Apolo Young novo. Nossas condições financeiras não permitiriam ter muitos opcionais, mas estávamos felizes.

Porém, nesse meio tempo, encontrei um trailer Apolo Young usado à venda. Ele era completíssimo e aparentemente bem cuidado. Liguei para o vendedor, o Ronald (ele também escreve um blog! Chamado “Bora pro Camping“), e ele me contou que o trailer era, na verdade, do pai dele, o seu Hélcio. Ele me explicou tudo sobre o trailer. Desliguei o telefone e corri para a cozinha, onde o Nikolas estava, tagalerando sem parar sobre o quanto aquele trailer seria perfeito pra gente e o quanto a gente PRECISAVA comprar ele.

Nikolas, uma pessoa muito menos impulsiva do que eu, achou o trailer super legal e concordou que era exatamente o que a gente queria; porém, fez as observações que uma pessoa sensata e ponderada (nem sempre é o meu caso) faria. Que nós ainda não tínhamos o dinheiro. Que não poderíamos pedir para o vendedor guardar até lá. E que ainda nem tínhamos onde deixar ele.

Eu estava obcecada. Sou dessas. Mas tentei regular as expectativas.

Abri a situação para o Ronald, e ele explicou que havia muita gente interessada e outros potenciais compradores. Combinamos, por fim, de nos manter em contato e que, quando tivéssemos a grana, iríamos avisar ele. Se o trailer ainda estivesse disponível, negócio fechado. Se não, paciência.

Começamos nossa saga para levantar a grana, considerando as duas hipóteses: o Apollo novo e o Apollo usado. Mas já meio descrentes de que conseguiríamos fechar negócio com o trailer usado. Era o tipo de oportunidade que parecia boa demais pra ser verdade… Coisas que parecem assim, tão providenciais, costumam dar errado, né?