a saga do trailer - parte 3 - Rolê na América
Rolê na América

a saga do trailer – parte 3

Nós não tínhamos dinheiro para o trailer. Precisávamos pegar a grana emprestada.

Negociações e conversas depois, chegou o dia em que recebemos uma resposta positiva. Fomos para casa, sentamos juntos em frente ao computador e começamos a análise final: primeiro, montamos um orçamento do trailer novo. Com o mínimo de itens opcionais possíveis, por causa do preço.

Nesse período vínhamos mantendo contato com o Ronald e o trailer usado ainda estava disponível.

Depois da análise do trailer novo, comecei a listar para o Nikolas as vantagens todas do trailer usado (animada, que né, não sei se vocês lembram mas eu estava obcecada por ele).

A única desvantagem do trailer usado era que, naquele modelo, não havia separação do chuveiro com box para o restante do banheiro. No modelo novo da Apolo, todos os trailers Young vem com um box separado. Mas, colocando tudo na balança, e pensando também no espaço que esse box nos tomaria, não foi nada difícil decidir.

Ligamos para o Ronald para tentar fechar o negócio, ansiosíssimos. Enquanto o Nikolas falava, fiquei rodeando pela cozinha, querendo pular de um canto pro outro.

Mal conseguia acreditar que estava acontecendo. Estávamos negociando um trailer!!! Quem é que compra trailers afinal de contas??

Felizmente, deu tudo certo.

Alguns dias depois, estávamos com tudo combinado para ir até Santos, onde o trailer estava, para conhecer eles (Ronald e família + o trailer) pessoalmente e assinar o contrato de compra e venda.

Viajamos uns 750 km num sábado de manhã. Chegamos em Santos no fim da tarde. Aproveitamos pra passear, bater perna, conhecer uns barzinhos. Fomos dormir cedo pra no domingo de manhã, ir conhecer nossa futura casinha.

Domingo pouco depois das 09h já estávamos lá. Conhecemos também o seu Hélcio e, pouco depois, sua esposa também. Tiramos um monte de fotos, gravamos vídeo, conversamos com eles, enfim. Eu me sentia como na época em que era criança, quando encontrei a Chikorita (meu Pokémon favorito) na Pokébola do Guaraná Caçulinha. Ou seja, muita felicidade.

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Eles foram super atenciosos, explicaram cada detalhe do trailer. São muitas informações novas. Muita coisa pra aprender. Mas é divertidíssimo.

Depois disso, viajamos mais 750km de volta para Florianópolis. Isso foi no último final de semana. Ao longo dessa semana, estão sendo organizados os documentos, a vistoria está sendo feita, realizamos o pagamento… E, nessa sexta, nosso trailer será trazido para Santa Catarina, para a sede da Apolo trailer, onde vai ganhar placas de energia solar e ficar estacionadinho até que tenhamos um carro para trazer ele para Floripa.

“Como assim, até que tenhamos um carro?”

Então… Pois é. Essa é a próxima preocupação que temos para resolver. Hahaha