AGORA VAI! – Resolvendo o perrengue do chassi - Rolê na América
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AGORA VAI! – Resolvendo o perrengue do chassi

O plano original era deixar o trailer em Tapes e partir nesse dia mesmo para Cerro Grande do Sul, casa dos avós do Niko, para vê-los antes de viajar. Ficar lá uns 3 dias e voltar para Tapes, pegar o trailer e partir para o Uruguai.

Porém, na noite anterior, deitados no trailer antes de dormir, debatemos a questão do chassi e decidimos: era preciso resolver isso em definitivo antes de cruzar a fronteira. Prudente resolver em solo brasileiro, onde somos compreendidos em nossa língua e podemos contar com ajuda de conhecidos. Decidimos encaixar no plano original uma ida a Camaquã, cidade próxima de porte maior, onde certamente encontraríamos mecânicas que pudessem fazer o conserto.

Nessa mesma noite, a mãe do Nikolas nos passou o contato de uma prima dela que mora em Tapes. Essa prima, chamada Neca, quis nos receber também.

Lá fomos nós, com casa e tudo. Fomos recebidos de forma muito carinhosa, calorosa e, digamos assim, farta em termos alimentícios. Tomamos um café com ela enquanto contamos para ela e seu marido, Maninho, sobre nossa viagem e sobre a saga do chassi do carro. Eles nos acolheram e disseram que poderíamos ficar ali o  tempo que fosse preciso, enquanto tudo não se resolvia.

Então partimos para a casa dos avós do Nikolas, em Cerro Grande do Sul. São 50km de estrada de chão, que estavam em péssimo estado por conta das fortes chuvas dos dias anteriores. Ficamos lá 3 dias, comendo, dormindo, conversando com os avós e ajeitando o carro, que estava uma bagunça.

 

Na segunda cedo, partimos direto para Camaquã e encontramos um local para fazer o serviço. Pedimos a opinião do profissional que nos atendeu lá, e ele disse o mesmo que outras pessoas: a parte final do chassi da X Terra, onde fica preso o engate de reboque, é relativamente frágil. O engate de reboque estava preso apenas na “perna de baixo” do chassi, que é em “U”.

A solução foi soldar, ao longo de toda essa parte, uma nova chapa, reforçando para que o chassi ficasse inteiriço. Porém, dois problemas: custaria 700 reais e levaria dois dias.

Choramos, explicamos nossa situação e nossa viagem, e ele acabou dando desconto e dizendo que daria um jeito de nos entregar o carro no dia seguinte. Levou-nos para a rodoviária, onde fomos comprar passagens para Tapes, de volta para a casa da Neca, que nos prometeu abrigo durante toda essa enrolação.

No dia seguinte, fomos buscar o carro. Tudo certo finalmente! Inspecionamos nosso novo chassis, reforçado, pintado e organizado. Voltamos para a casa da Neca, de onde nos preparamos para partir na manhã seguinte. AGORA VAI!

A essa altura, já éramos “da casa”. Nesses três dias lá, nos afeiçoamos demais aos três integrantes da casa (também mora com eles o Nicolas, sobrinho da Neca). Pessoas gentis, queridíssimas, prestativas… Tivemos ótimas conversas e risadas.

Na quarta pela manhã, tivemos de nos despedir: hora da partida! Enfim, rumo ao Uruguai!

  • Fernando Henrique de Oliveira

    Que bom que tudo deu certo…no fim é isso que se leva de lembrança, dificuldades, desafios, controle e superação! Boa sorte a vocês!!!

    • Paula Camila Schmidlin

      Verdade, Fernando! Os perrengues vão fazer parte da história da viagem e do nosso aprendizado!!