Nossos (muitos e inesquecíveis) dias em Mendoza - Rolê na América
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Nossos (muitos e inesquecíveis) dias em Mendoza

Quando chegamos em Mendoza, falamos para o Lalo, dono do camping, que ficaríamos ali uns quatro ou cinco dias. Ficamos doze! Mendoza e seus arredores tem muita coisa pra oferecer, e para todos os gostos.

Nosso primeiro passeio, já no dia seguinte à nossa chegada, foi de leve. Passear no belo e arborizado Parque da Cidade, visitar seu museo de história natural e terminar o dia com o pôr-do-sol no Cerro de La Gloria.

O sol se põe no Cerro de La Gloria…

No outro dia, já mais descansados, fizemos um clássico da região: visitar uma Vinícola (aqui chamadas de Bodegas). Acordamos animados naquele sábado, mandamos mensagem convidando os vizinhos (pegamos eles no susto de novo, coitados… hahaha) para irem junto e lá fomos nós.

Mendoza produz 80% de todo vinho consumido na Argentina e tem mais de 1500 vinícolas. A região tem grande cultura e tradição na fabricação de vinhos, com bodegas clássicas e centenárias. Escolhemos a vinícola Lopez, cuja visitação, finalizada com degustação, é gratuita. A visitação é muito legal, em espanhol muito bem pronunciado e fácil de entender e super didática. A degustação, é claro, é uma das partes mais legais do passeio. Também foi muito legal levar para casa duas garrafas de vinho com 15% de desconto.

Vinho Malbec, especialidade da casa

Mas nem só de vinho vive esta região colada aos Andes. Nem de longe! A proximidade com as Cordilheiras e a pré-cordilheira proporciona paisagens incríves e turismo de aventura. Não estávamos na época do rafting, que é o verão, quando o gelo derrete e enche os rios e corredeiras. Mas fizemos dois trekkings e, se tivéssemos ficado mais tempo, poderíamos ter feito dezenas de outros.

Trekking no Cerro Aspero

Além disso, fizemos vários passeios incríveis de carro. Em um deles, fomos explorar uma rodovia na Reserva Villavicencio. Essa estrada costumava ser a principal rota para o Chile antes da existência da Ruta 7, que é a atual travessia dos Andes. Hoje em dia, é uma estrada de terra, cheia de curvas e morro acima. A metro adiante, uma paisagem mais fantástica que a outra. Ela chega a mais de 3000m de altitude, e lá em cima, há um Mirador para o Aconcágua – que infelizmente não conseguimos ver por causa da neblina.

As curvas e subidas da estrada na Reserva Villavicencio

Em outro destes passeio de carro, pegamos a própria Ruta 7 para chegar até o lago Potrejillos, um belo lago de degelo de um azul intenso e estonteante. Explorando também a região dos entornos do lago, encontramos uma barraquinha vendendo empanadas a centavos de dólar. Compramos quatro e ficamos admirando o lago, comendo empanadas e tomando o café da nossa térmica… Que momento, minha gente!

Lago Potrerillos e seu azul estonteante

Até um jogo do Grêmio a gente foi assistir: contra o Godoy Cruz, pelas oitavas de final da Libertadores. Grêmio ganhou com um gol nos primeiros minutos de jogo. Choveu, estava super frio, mas foi bem divertido.

Os dias passaram rapidinho. Em todo este período monitoramos a previsão do tempo, a fim de escolhermos as melhores condições possíveis em nossa travessia pelos Andes. Quando surgiu uma sequência de dias ensolarados, decidimos que era hora de aproveitá-los e partir.

Partimos de Mendoza numa quarta, dirigimos até Uspallata, dormimos ali e na quinta de manhã, cedo, partimos para nossa  aventura: atravessar a Cordilheira dos Andes para o Chile no inverno e rebocando um trailer. Essa história fica para os próximos capítulos.

  • Miguel Maris

    Salve, Nikolas e Paula! Realmente, só rasgando o roteiro, coisa que não se pode fazer quando os dias são contadinhos ou mesmo num pacote turístico. Sigam aproveitando e postando, pra continuarmos a nos deliciar por aqui. Abraços!

    • Nikolas Pacheco Müller

      Sim, Miguel! O que mais gostamos na nossa viagem é a liberdade que temos experimentado. Abraços!

  • Carla Schneider

    oi, meninos! adoro entrar no blog de vocês e ler vários posts de uma vez 🙂
    agora que estão no Chile, posso perguntar: como foi com a internet desde a fronteira do Uruguai com a Argentina? deu pra mandar emails/trabalhar todos os dias (ou pelo menos nos dias que tentaram)?
    estou pensando em comprar um chip em cada país para ter 3g/4g e ainda levar aquele chip internacional. para quem precisa de internet vocês acham um exagero? rsrs

    obrigada pelos posts, vocês são ótimos!

    • Cidno Rego

      tambem tenho essa curiosidade

    • Nikolas Pacheco Müller

      Olá, Carla! Nós não compramos chip nem no Uruguai, nem na Argentina. Utilizamos Wi-Fi grátis dos estabelecimentos mesmo (postos de gasolina, campings, etc). Pra gente foi ótimo assim, pq também não queríamos ficar grudados no celular/notebook o tempo todo e não temos compromissos que nos exigem internet constante. Encontra-se wi-fi muito facilmente. No Chile o Wi-Fi grátis é um mais pouco difícil e acabamos comprando um chip Claro. De todo modo, temos depoimentos de outros viajantes que conhecemos pela estrada, e é bem tranquilo e relativamente barato comprar chips em cada país para ter 3G/4G. A cobertura também costuma ser bastante boa. Então acreditamos que seria suficiente, já..

      • Carla Schneider

        obrigada, Nikolas!