San Pedro de Atacama, Parte I – A Chegada - Rolê na América
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San Pedro de Atacama, Parte I – A Chegada

Nossa passagem por San Pedro de Atacama foi tão incrível e intensa que decidimos repartir em vários posts, para que fique bem detalhado. Hoje vamos falar do nosso primeiro contato com esse lugar fantástico 🙂 

Levamos três dias de Bahia Inglesa até San Pedro, nos quais dirigimos pacientemente por um deserto que parecia não ter fim. Ao fim da tarde do terceiro dia, começamos a nos aproximar da cidade. De um deserto plano, monocolor e tedioso, o horizonte foi se transformando… Começaram a se revelar formações rochosas grandiosas, de várias cores, em algumas partes cobertas por uma fina camada branca (sal!). Ao fundo, bem ao longe, a sombra da Cordilheira dos Andes, seus picos nevados e seus vulcões. Simplesmente fantástico!

A surpreendente paisagem que encontramos ao nos aproximarmos

E, como logo descobrimos, não só a aproximação é surpreendente. A fervilhante, simpática, bem decorada e empoeirada San Pedro de Atacama arrebatou nossos corações já de cara. As ruas são estreitas, tomadas de gente de todos os tipos falando todos os idiomas possíveis, as construções são pequeninas e grudadinhas umas nas outras. Bares, restaurantes, Hostels e Hotéis para todos os lados. Quando você levanta os olhos um pouco acima dos telhados, vê um imponente vulcão que parece ter sido caprichosamente desenhado para ser o plano de fundo da cidade. É como se fosse tudo cenário de um filme, propositalmente montado…

Volcán Licancabur visto do Centro de San Pedro

Apesar de encantados com tudo, estávamos numa cidade minúscula, estreita e cujas ruas são de terra rebocando um trailer. Então, a prioridade era encontrar um local para ficarmos. Após alguma busca em alguns lugares que havíamos listado como possibilidade, acabamos parando no camping “Los Perales”. Nossa escolha foi baseada num único critério: o preço. Foi o lugar mais barato que encontramos. Pagamos cerca de 9 dólares por pessoa por dia.

O lugar em si não era ruim: um amplo espaço com árvores, banheiros limpos, chuveiros com água quente e boa pressão (o valor disso no deserto, acreditem, é inestimável). Muro alto, tudo cercado, portões fechados, câmeras de segurança. Ah, e o principal: pertinho da Caracoles, rua principal da cidade onde tudo acontece.

O que estranhamos foi a recepção e parte do atendimento que tivemos enquanto estivemos ali. Quando chegamos, o portão estava fechado. Apertamos a campainha, batemos, esperamos, nada. Dali a pouco, dois hóspedes chegaram e abriram o portão para a gente. Nos disseram para irmos até uma porta no que parecia ser a entrada de uma casa e gritar “Alô”.

Foi o que fizemos. Chamávamos, ouvíamos alguém lá dentro, até víamos a sombra de alguém caminhando, mas éramos, aparentemente, ignorados. Depois de uns 4 alôs, apareceu uma mulher com ar sombrio. Ela não parecia nem um pouco a fim de papo e nós é que conduzimos a conversa, como se ela nos estivesse fazendo um favor em nos receber… De qualquer forma, decidimos ficar. O mau humor alheio, afinal de contas, é alheio, não nosso.

Como já estava escurecendo, nosso primeiro dia em San Pedro foi basicamente cozinhar uma janta e planejar o turismo dos próximos dias. Logo traçamos nossa “estratégia” em San Pedro de Atacama: considerando que é uma cidade cara de se ficar, elencamos os passeios que mais queríamos fazer e decidimos tentar fazê-los caber em 4 dias.

Como vocês podem imaginar, foram dias SUPER intensos, esses. Confiram nos próximos posts! Compartilharemos nossos roteiros de turismo e todas as dicas para cada um deles. 😉

  • Leandrota

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