Três dias morando no Parque Nacional de Santa Tereza - Rolê na América
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Três dias morando no Parque Nacional de Santa Tereza

Noite gelada no pátio de casa. Fizemos uma fogueira para ajudar a esquentar e estamos tomando um chimarrão. Vez ou outra, uma rajada de vento nos faz encolher e sacode as árvores ao nosso redor.

Eu trouxe o notebook aqui para fora para escrever o próximo post para o blog. Nikolas está sentado na minha frente, monitorando o fogo, servindo a cuia de água quente de tempos em tempos. Pães de alho, enrolados em alumínio, repousam sobre a brasa.

Essa é nossa última noite aqui. Começamos a conversar sobre quão incrível este Parque foi em nos conceder um lar… Aqui temos paz, silêncio, tranquilidade. Uma área de camping realmente excelente e bem servida: conexões de água e luz direto no trailer. Árvores para todos os lados. Quatro praias próximas a nós. Segurança – guaritas com militares guardam as entradas e frequentemente eles estão pelo parque, circulando, realizando tarefas.

O outono deixa o parque ainda mais bonito

Isso sem falar de todos os cantos interessantes a explorar pelo parque. Plantas e canteiros diferentes a cada esquina. O Invernáculo, de uma beleza impressionante tanto por fora (que lindo prédio!) quanto por dentro (forrado de plantas que crescem em todas as direções, inclusive pelas paredes e teto – como disse o Nikolas “abandonado na medida certa”).

Invernáculo: lindo por fora, surpreendente por dentro

O Sombráculo, que embora estivesse fechado, espiamos para dentro e admiramos rapidamente a riqueza de plantas. A cascata, encravada no meio de um pequeno bosque cujas árvores perdiam folhas laranjas que salpicavam o chão. O “mirador de aves” com sua vista para a lagoa (não vimos uma ave sequer, mas ainda assim, que vista!). E por último, mas não menos importante, a imponente Fortaleza Santa Teresa, de onde também admiramos, fim de tarde desses, o sol se pondo.

Forte de Santa Tereza e o pôr do sol nos pampas

Por estarmos aqui fora da temporada, são poucos visitantes além de nós, o que nos proporcionou privacidade e calma. Nosso sentimento, nessa última noite, é de plenitude. Plenamente felizes, depois de termos aproveitado plenamente esse Parque, percorrido ele do início ao fim, nos familiarizado a ele, explorado, fotografado e – por que não? – nos afeiçoado a ele.

De tal forma nos sentimos acolhidos aqui que, quando saíamos do Parque para algum outro passeio, por fim, dizíamos um ao outro: “vamos voltar para casa?”

  • Eduardo Pimentel

    Nossa! Que sensacional! Como recebo a notificação de post novo por e-mail, assim que chega eu já abro correndo o site pra ler! 🙂

    Que viagem! Que história! Vamos querer um resumão de tudo quando chegarem por aqui! hehe

    • Paula Camila Schmidlin

      Obrigada Du!!! Pela apoio e participação de sempre! Mesmo longe fisicamente você faz parte dessa viagem. 😊

      • Eduardo Pimentel

        🙂 eeeeeeee!

  • Leandro Souza

    Olá, está sendo muito bom acompanhar de perto essa aventura, adoro esse lugar e não deixem de conhecer a minha praia, Punta del Diablo e também Cabo Polônio, que é Patrimônio da Humanidade reconhecido pela Unesco.

    • Nikolas Pacheco Müller

      Olá, Leandro!! Conhecemos ambas, sim! Cabo Polônio é incrível, um dos lugares que mais gostamos no Uruguai. Abraços

  • Bárbara Huberty

    Lindo Paula a maneira como vc relatou cada detalhe desse post sobre Santa Tereza “Pães de alho, enrolados em alumínio, repousam sobre a brasa.” detalhes que não passaram desapercebido da rotina de vcs. Parabéns!

    • Nikolas Pacheco Müller

      Muito obrigado, Bárbara! Ficamos felizes que tenha gostado. Abraços

  • Juliano Ferrari

    Olá Pessoal. Estamos acompanhando sua viagem desde o começo.
    Planejamos ir ao parque Santa Teresa no próximo feriado. Como vocês fizeram para reservar a entrada no parque? Em todos os contatos que tivemos até agora não tive resposta. Uma abraço… ótima viagem!
    ps.: vi no último post que seu inversor/carregador/transformador queimou… que pena. Nosso trailer tem apenas um pequeno inversor e um carregador simples de bateria que nunca nos deixou na mão, além de ser extremamente mais barato. O único cuidado que temos é quanto a voltagem, mas isso é só tomar cuidado aonde conecta a tomada. https://uploads.disquscdn.com/images/731a23991425aaeb69e9371bde1580bf02820b3ec642a1f6e5267d8b479ad260.jpg

    • Nikolas Pacheco Müller

      Juliano, nessa época do ano nem precisam se preocupar com reserva… hahaha. Quando fomos, éramos só nós e mais um casal de trailistas. Apenas na temporada é necessário reservar. É só chegar lá mesmo, foi o que fizemos! Bom feriado para vocês, o Parque é fantástico. E sim, agora estamos também com um inversor pequeno simples, que foi significativamente mais barato. Vamos torcer pra que esse se mantenha firme kkkkk Abraços

      • Juliano Ferrari

        Vai dar tudo certo! E se não ser… Tranquilo, afinal, vocês estão de férias!
        Só tome cuidado com a frequência de trabalho do seu inversor chileno. A frequência da rede elétrica no Chile é de 50hz, aqui no Brasil é 60hz (na maioria das cidades). Observe se seus equipamentos estão funcionando bem (especialmente a geladeira) e tome cuidado na volta. Um abraço, boa sorte.

        • Nikolas Pacheco Müller

          Sim, pesquisamos sobre isso e estamos de olho 😉 Abraço!